Olho pra um lado. Olho para o outro.
Continuo.
Olho para quem vem e quem vai.
Quem me olha, vê apenas mais uma pessoa, andando na rua, lentamente, sem gosto de vida, sem gosto de andar, apenas andando. Um ser simples como outro qualquer.
Alguém para e pergunta:
-Oi, tudo bem?!
Dou um sorrisinho e respondo positivamente, prossigo.
Paro e penso “Eu digo que sim quando na verdade eu tenho milhões de motivos pra dizer pelo qual estou mal, não sinto dor, ninguém me fez mal, mas tudo me perturba, penso em tudo e em todos, me vem e sinto presente, passado e futuro, tudo ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, tenho medo, sou ansiosa, busco equilíbrio, me estresso choro e sorrio... Uma Confusão de sentimentos únicos e indescritíveis... Descobri que não tem jeito, em alguns momentos nada fará sentido e perderei completamente a razão.
Imagine um liquidificador gigante, jogue tudo imaginável e inimaginável e mais um pouco, depois misture e tente enfiar em um único crânio humano... Essa é minha tão amável e particular confusão de sentimentos. Essa sou eu!”.
Então me sinto deslocada, porque ninguém nunca entende quando digo isso, ninguém enxerga o quão tudo isso faz sentido, apesar de não ter sentido algum.
Essa falta absurda de não saber como falar tudo o que sinto, vai acabar me enlouquecendo.
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